terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Que serias noutra vida?


Devo confessar que não acredito na reencarnação. Sempre achei que é um delírio de frustrado, de quem não está contente com a vida que tem. Como não acredito em almas nem em auras, reencarnar, para mim, sempre representou uma grande mentira - um conforto dos inconformados. No entanto, hoje apetecia-me reencarnar. Se calhar é porque estou a pesquisar informação sobre classes altas, sobre Bernardos, e eu odeio Bernardos. Ontem deprimi-me a ver o "Prós e Contras" sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo porque uma das alas do auditório estava repleta de Bernardos e de sacristãos. Os mesmos que se opuseram à abolição da escravatura, à liberdade religiosa, ao fim da pena de morte, ao direito de voto das mulheres, à despenalização do aborto...os mesmos Bernardos. Com o seu capacete e roupas impecáveis, todas engomadinhas. E os sacristãos com Cristo na lapela, lentes de fundo de garrafão: "É o fim de uma instituição secular. Porquê casamento. Não lhe podem chamar outra coisa? E a família é um homem, uma mulher e uma criança. Ai, o que vai ser da família. Valha-nos Nosso Senhor". Um desfile de atrocidades conservadoras e sufocantes.


Por tudo isto, hoje até reencarnava. E lanço-vos o desafio de imaginarem as três almas que gostariam de encarnar, três vidas que trocariam pela vossa.


Fica aqui a minha lista:




1 - Acordeonista em festas de aldeia no interior de Portugal


2 - Narcotraficante colombiano


3 - Ser o Bernardo da foto na Coreia do Norte (para me matarem com violência)




Sinto-me muito melhor...A propósito? Já vos disse que odeio Bernardos?

3 comentários:

Filipe Braga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Filipe Braga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Filipe Braga disse...

Vidinha muito humilde, se calhar andei a fazê-las nesta: bufo do governo da nova Ibéria, à cata de lusitanos que falem de revolta.

Vidinha simpática, fui amigo do meu amigo e até dei um pacote de arroz para o banco alimentar: professor clandestino do português, leccionado em caves bolorentas longe dos bufos.

Vidaça da boa, fiz uma lista kármica, não falhei uma sms ou email com correntes e plantei uma árvore no burundi: a promessa do novo cinema ibérico, uma mescla de oliveira e medem, com laivos de césar monteiro.